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Não me canso disto

Uma nova porta para o mundo...O meu MUNDO.

Não me canso disto

Uma nova porta para o mundo...O meu MUNDO.

Anita foi à escola

03.12.19, Anita

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Numa pequena aldeia havia uma escola. Uma escola primária. 

Na escola haviam secretárias dum castanho amarelado e com pernas em ferro verdes.

Tinha uma salamandra que nunca era acessa. Nos dias frios um aquecedor a gás aquecia aquela imensa sala.

Um quadro de giz onde diariamente se escrevia a data e se corrigiam os trabalhos.

Tinha um relógio para que se soubessem as horas.

Um Cristo por cima do quadro, presente, mas não para culto de devoção.

Numa das paredes laterais um enorme quadro de cortiça onde eram colocados os desenhos dos alunos que se iam fazendo ao longo do ano.

Do lado oposto, 3 janelões enormes, para deixar passar a luz do dia.

Ninguém entrava na sala com os sapatos. Todos tinham que trocar pelos chinelos. Sim, na escola andava-se de chinelos. Esses eram reservados à sala de aula.

No intervalo havia leite, que a professora aquecia num pequeno fogão. Cada um tinha a sua caneca. Por vezes tinha chocolate, outras vezes não.

No intervalo corria-se à volta da escola. Saltava-se. Faziam-se rodas. Brincava-se à apanhada e às escondidas.

Num dos lados do recreio havia uma enorme mimosa, que servia para acolher as brincadeiras.

Quando havia tempo, as crianças ficavam um pouco mais no exterior a jardinar. O jardim lindo que aí havia era cuidado pelas crianças e pelas professoras.

Não havia auxiliares. Não havia cantina. Não havia ATL. Não havia transporte de crianças até à escola.

As crianças iam a pé para a escola, morassem ao lado ou longe.

 

Assim era a minha escola primária, onde fui tão feliz. 

 

Eevee em modo Natal

02.12.19, Anita

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Quando começaram a aparecer as coisas de Natal nas lojas, comprámos uma tabuleta para colocar na entrada de casa. 

Ontem, chegou o dia de esta ocupar um lugar de destaque na nossa entrada. 

A Eevee não estava preocupada com o que fazíamos. De forma discreta, o meu marido colocou a placa presa no vaso à entrada de casa,  meio camuflada com a planta. A Eevee não olhou.

Já sabíamos que ela iria roer a placa, mas como ela ignorou, pensámos que talvez não... Crentes! Somos uns crentes!

Nem um minuto passou, voltámos a sair de casa e lá estava a placa já meia roída, no chão. Nem um minuto durou...

Parecia que não estava a ligar, nem a ver, mas mal voltámos as costas atacou logo. 

Será a Eevee pior que o Vasco

 

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